11 de jul. de 2013


As férias estão chegando...



É TEMPO DE DESCANSO!!!!!
Nestas férias, Faça do livro sua melhor companhia!
Os livros que você pegar emprestado, poderão ser devolvidos na 1ª semana depois das férias! Aproveite e prepare-se para a maior aventura de sua vida!

4 de jul. de 2013

Novas aquisições - Mês de Junho/2013

   Ascensão dos nove
Atlas dos ambientes brasileiros
Bolha de sabão
A bolsa amarela
A casa do meu avô
Círculo secreto – A prisioneira
Dezessete luas – Vol. 2
Dezoito luas – Vol. 3
Dinâmicas de literatura infantil
Diversidade
O dragão comilão
A escola no teatro
Folclore e brinquedos
Gossip Girl – Você sabe que me ama – Vol. 2
História das ideias pedagógicas
História na sala de aula
Infinito – Vol. 6
Ler é uma gostosura
Livro de receitas do professor de Português
Lua cheia – Os pingos
O menino marrom
O mistério da lua – Estrelinha
O mistério do cinco estrelas
O morro dos ventos uivantes
Olga
Paixão
O pequeno príncipe
Reinventando o esporte
Somos um do outro
Uma viagem a lua
O verão e a cidade

20 de jun. de 2013

KulturTour - Projeto PASCH/Instituto Goethe

Já está em Blumenau o KulturTour, um caminhão composto por atrações culturais que apresentam a cultura contemporânea alemã. A ação é do Projeto PASCH/Instituto Goethe e da Escola Barão do Rio Branco, com apoio da Secretaria Municipal de Turismo, do Parque Vila Germânica e da Biblioteca Municipal Dr. Fritz Muller.



O evento faz parte das comemorações do ano da Alemanha no Brasil e está percorrendo 17 cidades do país. A partir desta quarta-feira (19) até o domingo (23), o veículo estará disponível para visitação pública no setor 3 do Parque Vila Germânica, com diversas atrações. O veículo, com carroceria de 15 metros, foi especialmente equipado para a turnê. O palco é retrátil e a fachada foi pintada pelos artistas Jim Avignon, da Alemanha e Carlos Dias, do Brasil. Mais informações também podem ser obtidas no www.facebook.com/goethebr .

Programação:

A programação realizada no caminhão oferece cinema ao ar livre, oficina de teatro, filme e mídias sociais, instalação de arte, DJs alemães e brasileiros, biblioteca e contação de histórias. Artistas e profissionais renomados vão compor a equipe. Para evidenciar a cultura alemã os filmes serão exibidos na língua estrangeira com legendas em português e os contos são alemães narrados em português. No dia 20 de junho será realizada a “Festa na Biblioteca”, com narração de histórias e várias atividades para as crianças. Será das 14h às 16h na Biblioteca Municipal Dr. Fritz Muller.

Oficina promovida pelo Instituto Goethe em parceria com a Fundação Cultural de Blumenau.

 "Um encontro especial com a literatura alemã para crianças e jovens de todas as idades"

A Fundação Cultural de Blumenau, através da Biblioteca Municipal Dr. Fritz Müller e em parceria com o Instituto Goethe, ofereceu nesta 4ª feira, a oficina intitulada: "Um encontro especial com a literatura alemã para crianças e jovens de todas as idades", com a bibliotecária especialista Edna Bolanho. 



A oficina foi oferecida aos profissionais mediadores de leitura, com o objetivo de compartilhar experiências na promoção da leitura literária, utilizando obras da literatura alemã; promovendo o diálogo sobre o tema, além de inspirar atividades que revitalizem os espaços de leitura. Nossas bibliotecárias prestigiaram o evento!





J

16 de mai. de 2013

Semana da Feira de Livros e Contação de Histórias

A Barão está realizando nesta semana, a Feira de Livros e Histórias. Na Biblioteca foi montado um espaço especial para contação de histórias. Os horários são agendados e as turmas vão até o espaço para ouvir lindas histórias. A temática é o "reviver" e o "revisitar" antigas histórias.













30 de abr. de 2013



Conheça a História do Dia do Trabalho 
O Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio. 

No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios. 

A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). 

No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores. Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. 
Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. 
No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. 
Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. 
O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas. Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. 

Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano. 

Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes. 

Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil: 
- Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer)
- Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.

Até o início da Era Vargas (1930-1945) eram comuns nas grandes cidades brasileiras certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris (o que não constituía, no entanto, um grupo político muito forte, dada a pouca industrialização do país). 
Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo (uma espécie de "ideologia" que não está interessada na desconstrução do capital, mas em sua colaboração com o trabalho). 
O trabalhismo foi usado pela propaganda do regime varguista como um instrumento de controle das massas urbanas: isto se vê refletido na forma como o trabalho é visto cada vez mais como um valor. 
Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. 
A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, trasnforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalho. 
Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia, até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalho passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares. 
Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradiconalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas, ligada a partidos como o PTB) realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casas próprias e similares. 

Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalho, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo. 

Dia do Trabalhador no mundo


Alguns países celebram o Dia do Trabalhador em datas diferentes de 1 de Maio:

1º de Maio - Dia do Trabalho!


24 de abr. de 2013


História do Descobrimento do Brasil

Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil.

Após deixarem o local em direção à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta tratava-se de um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera Cruz. Após exploração realizada por outras expedições portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome que conhecemos hoje: Brasil. 

A descoberta do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela  Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas dos exploradores. Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com este acordo, Portugal ficou com as terras recém descobertas que estavam a leste da linha imaginária ( 200 milhas a oeste das ilhas de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha. 

Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto realizava este lucrativo comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas. 

Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra. Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses. Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.

Curiosidade...


18 de abr. de 2013


Dia Nacional do Livro Infantil foi criado em homenagem a José Bento Monteiro Lobato. Ele nasceu no dia 18 de abril de 1882 e é considerado o criador da literatura infantil no Brasil. Quem não se lembra do Sítio do Picapau Amarelo, da Emília, da Narizinho, do Pedrinho (meu xará!), da Tia Nastácia, da Dona Benta, do Visconde de Sabugosa e do Marquês de Rabicó? Essas são algumas das criações de Monteiro Lobato que ficarão pra sempre gravadas na memória e no coração da gente.

Para quem não sabe, a literatura infantil surgiu no século XVII, com a finalidade de educar moralmente as crianças. Hoje o papo é outro e muitas coisas mudaram. A literatura, antes de tudo, quer emocionar e levar a galerinha a sonhar.

Já o Dia Internacional do Livro Infantil é comemorado em 2 de abril. A escolha da data homenageia o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Algumas de suas obras mais conhecidas são “O Patinho Feio”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia” e “As Roupas Novas do Imperador”.



Ler devia ser proibido!

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram, meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verosimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade. O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas leem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais, etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. É esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova… Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos. Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos… A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
GUIOMAR DE GRAMMONT

18 de abril - Dia Nacional do Livro Infantil



















Mesmo que você veja meus olhos espalhar oceanos, 
não pense que é de dor. Pois sempre que eu sentir 
muito medo, surgirão heróis invencíveis para me salvar. 
Eles usarão armas secretas do bem, me levarão em viagem 
e eu voarei por cima das casas e das cabeças dos vilões 
mais temidos. Se a força desses guerreiros falhar feio, 
ainda me restarão magos, mágicos e feiticeiros audazes, 
tirando de suas cartolas e de seus chapéus encantados 
verdadeiras maravilhas, como poções milagrosas e raios 
paralisantes. E, daí, estarei livre de todos os perigos. 
Eu sei, não precisa ninguém me dizer, que os finais são 
felizes e, portanto, no fim, o amor vencerá. 
O livro me leva por caminhos. Desde pequeno eu 
aprendi o que é a liberdade.
Eu queria que com você fosse 
assim também.

PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

9 de nov. de 2012

Há 48 anos morria Cecília Meireles...²

E se você é fã de autora ou gostaria de saber mais sobre ela, não deixe de conferir esse especial que o site Educar Para Crescer preparou! Você pode conhecer mais sobre a vida da autora, da sua obra, do seu estilo... Acessa lá! 

Há 48 anos morria Cecília Meireles...

Ela teve uma vida antenada com o seu tempo e o seu País. Cecília Meireles usou a crônica de jornal para fazer os adultos refletirem sobre a Educação das suas crianças - e a poesia, para fazer o público infantil pensar sobre o mundo de cada dia. Também defendeu com unhas e dentes as liberdades da mulher, isso, em uma época onde o papel feminino se resumia à lide doméstica. 

Conheça outros destaques da trajetória dessa brasileira invulgar:
1. Nasceu em 7 de Novembro de 1901:
Carioca, de nome completo Cecília Benevides de Carvalho Meireles, perdeu os pais ainda criança; foi educada por uma de suas avós, mãe de sua mãe, portuguesa dos Açores.

2. Aluna exemplar, desde cedo mostrou interesse por poesia:
Cecília começou a escrever poemas aos 9 anos. Também logo mostrou vontade de ensinar - após concluir o curso da Escola Normal, aos 16 anos, tornou-se professora primária.

3. Os primeiros sonetos foram publicados aos 18 anos:
Eles tinham conteúdo histórico e apareceram no livro "Espectros", Estudante de música, tudo o que escrevia era marcado pela sonoridade e pelo ritmo, recorrendo a assonâncias e aliterações, por exemplo.

4. O primeiro casamento aconteceu em 1922:
Cecília se casou com Fernando Correia Dias, artista plástico português, com quem teve três filhas.

5. Na década de 20, ganhou notoriedade por defender a liberdade, mulher de ativa participação política:
Cecília lutou pelos direitos da mulher, pela imprensa livre e por entender a arte como instrumento a serviço da educação. É dessa período o lançamento de "Criança, meu amor", crônicas sobre o cotidiano infantil (1924).

6. Foi responsável pela coluna diária de educação, no jornal carioca Diário de Notícias, entre 1930 e 1933:
Seu engajamento em favor dos ideais de uma Escola Nova era apaixonado, a ponto de afastá-la da criação poética. Bateu de frente com o governo Getúlio Vargas, que defendia o ensino religioso nas escolas públicas. Foi por sua iniciativa que a primeira biblioteca para crianças acabou sendo aberta no País - o Centro Infantil do Pavilhão Mourisco, no Rio de Janeiro (1934).

7. Em 1939, voltou a publicar poesia ("Viagem"), marco estético em sua carreira:
Pela obra, Cecília Meireles ganhou prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras. A convite da Universidade do Texas, lecionou Literatura e Cultura Brasileiras nos EUA (1940). Viúva, casou pela segunda vez com Heitor Grilo, engenheiro.

8. Nos anos 40, colaborou para o jornal A Manhã, escrevendo sobre folclore para crianças:
Sua poesia ''adulta'' continuou também a chamar a atenção ao publicar ''Vaga Música'', ''Mar Absoluto'' e ''Retrato Natural'', entre outros títulos. Em 1953, após uma viagem a Ouro Preto (MG), escreveu ''Romanceiro da Inconfidência'', obra capital de sua trajetória poética, baseada em episódios da Inconfidência Mineira.

9. Cecília Meireles é reconhecida pela poética "pura":
À medida que o tempo passa, aumenta o seu lugar de destaque nas letras nacionais - é admirada publicamente poetas modernistas, caso de Mario de Andrade e Manuel Bandeira.

10. Em 1964, publicou "Isto ou Aquilo", a obra de poesia infantil mais afamada:
Em 9 de novembro, dois dias após completar 63 anos, morreu na cidade natal, deixando mais de 30 títulos - dois deles, "Inéditos" e "Cânticos", publicados post-mortem.

Leia sempre...

Leia para e com seus amigos, pais, filhos e netos porque o importante é ler sempre!

Ler
É o melhor remédio.
Leia jornal
Leia outdoor
Leia letreiros da estação de trem
Leia os preços do supermercado
Leia alguém.

Ler
É a maior comédia.
Leia etiquetas jeans
Leia história em quadrinhos
Leia a continha do bar
Leia a bula de remédio
Leia a página do ano passado
Perdida no canto da pia
Enrolando chuchus.

(...)
Leia a vida.
Leia os olhos, leia as mãos,
os lábios e os desejos das pessoas.
Leia a interação
Que ocorreu ou não
Entre física, geografia, informática,
Trabalho, miséria e chateação.

Leia as possibilidades.
Leia ainda mais as esperanças.
Leia o que der na telha
Mas leia
E as idéias virão.

(Luis Fernando Veríssimo)

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Escola Barão, uma escola para a vida toda!

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